quinta-feira, 28 de julho de 2011

Utopias

Le temps, vite!
Olho pela janela:
é o trem que anda
ou a vida que passa?

Abandono
Pleno de ausências,
Busco uma utopia:
Alguém que goste
De gostar de mim!

Saudade
A moça do lado
Me olha curiosa
No café da manhã.
Não mais a verei
No café de amanhã!

Solidão
Inseguro pergunto:
"Onde você está?"
"Aqui, ao seu lado,
brincando com
as curiosidades."

Indisponibilidade
Batem à porta:
"Quem é?"
"A Morte!"
"Volte outro dia.
"Agora estou ocupado com a Vida!"

Viagens - Ouro Preto - 2010

Intolerância

Casa dos Contos. Exposição de cópias de imagens sacras feitas com técnica de colagem. Muito apuradas e com preços adequados. O prédio abriga, ainda, mostra de 11 pintores brasileiros sobre o tema Copa do Mundo na África do Sul. Mas o que mais chama minha atenção são as marcas da intolerância gravadas no teto: restos de belas pinturas e alegorias, agora restauradas, que foram cobertas com tinta comum para apagar marcas de um passado não conveniente aos poderosos de então. Arrogância. Será que aprenderemos a lição?

Ouro Preto - Setembro/2010

Viagens - Itália - 2010

Basílica di San Lorenzo

A construção segue o mesmo padrão arquitetônico predominante em Firenze. Também, como outros monumentos, foi reparada por volta do Século XVI. Painéis de Michelangelo por toda parte, embora mais modesta ou menos suntuosa que outras desse porte. A temática central, como sempre, a dor, a tristeza, o infortúnio, a culpa, a salvação. Mensagens seculares lembrando a fragilidade humana e a atávica necessidade de buscar sistematicamente a vida eterna. E a promessa de encontrá-la algures. Ou alhures. Que cosa!

Firenze - Julho/2010

Battistero di San Giovanni

Obra monumental, acompanha a mesma estrutura e desenho do Duomo de Santa Maria di Fiori, conjunto do qual faz parte. A cúpula é totalmente coberta por afrescos onde predomina o dourado como pano de fundo; nela as pinturas repousam e contam histórias do "arco da velha". As figuras são retratadas sem perspectiva, todas "chapadas". Aquí, nesse ambiente, não está presente a tristeza fundamental, a fúria divina, mas a glória desejada e perseguida. Aleluia! Meno male.

Firenze - Julho/2010

Campo dei Miracoli de Pisa


Na praça, logo de início, percebe-se a harmonia do conjunto: Duomo, Battistero, Torre e Campanario. Predominam o granito branco e negro e as formas geométricas duras, de linhas longas e retas, e as curvas do Duomo e da Torre. O complexo tem leveza e elegância. Na Cattredale três magníficos altares disputam a atenção dos visitantes. Nas paredes laterais pinturas do período renascentista descrevem atos de grandeza e conquistas humanas e divinas. O teto é eloquente: totalmente em relevo de mosaicos quadrados, fundo azul-marinho e ouro nos frisos e recortes. Um espanto! A Torre, redonda, toda em mármore branco bem trabalhado, é a instalação onde reinam as curvss. Nenhuma concessão ao ângulo reto. É pena que chame a atenção mais pelo famoso erro de engenharia do que pela exuberante beleza. Interessante como desvio de cálculo estrutural tão primário pode atrair mais que a arte que quase destruiu. Seria a atração pelo desastre tão introjetada no ser humano a ponto de superar o fascínio que exala da obra estável? O que diria disso Leonardo da Vinci, criador das formas perfeitas e mestre das estruturas perenes? Scusa, signore!

Pisa - Julho/2010

Capella Santo Spirito

Mistura de estilos: Renascença, Barroco, Fiorentino. Permanece a opulência e o culto à dor, ao sofrimento, à desesperança, verificado em todas as outras "chiesas". Uma opulência desmesurada para os dias de hoje; o que não foi no contexto dos anos 1000, onde a Miséria e o Infortúnio dominavam? No ar, como sempre, a arrogante promessa de salvação! Salvar de quê... ou do quê... ou de quem? Insanidade. Que paura!

Firenze, Julho/2010

Cappelle Medicee

Uma apoteose! Francamente e propositadamente arrogante no esplendor da riqueza desnecessária e fútil. Pecaminosamente soberba. A composição dos mosaicos em pedras de várias cores, tamanhos e origens, marca toda a construção dando-lhe aspecto elegante e faustoso, ao mesmo tempo que demonstra todo o poder absoluto e imperial da "dinastia". A Sacristia Nuova, no contexto, impressiona pela beleza grandiosa e singela presente na perfeição das obras de Michelangelo, todas em mármore pérola. Um espanto! E come mai?

Firenze - Julho/2010

Chiesa Cattedrale San Martino

Impera o gótico: colunas retangulares e simétricamenre instaladas ao longo da pequena nave. O teto, sem quaisquer pinturas ou afrescos, é composto de pequenos arcos côncavos não alinhados entre si; dão sensação de descuido estético. Puro engano do observador apressado e impaciente. Olhando melhor, percebe-se que a beleza está justamemte nessa não conformidade com o exato, com as formas óbvias e previsíveis. Uma surpresa! Agradável. Mamma mia!

Lucca - Julho/2010

Chiesa di San Marco

Dedicada a Fra Angélico, cuhas pinturas estão por toda parte. Embora o rico dourado em todo o teto da nave central, não aparenta a mesma exuberância encontrada em outras "chiesas" do mesmo porte. A sustentação do teto plano é feita por colunas romanicas, algumas semi-enbutidas nas paredes laterais onde podem ser encontrados arcos que aparentemente têm função meramente decorativa. No altar-mor o principal elemento são as paletas do órgão musical, ricamente encimado por duas grandes esculturas de belas figuras humanas revestidas de dourado. Ouro? Bronze? Pouco importa. O som produzido pelo órgão é impressionante e o fato de se encontrar instalado ao fundo da nave produz sensação acústica extrenamente agradável que preenche todo o ambiente. No altar principal - há dois - nenhuma referência ou alegoria visível ao patrono San Marcos! Na profusão - ou confusão - de estilos, podem ser encontrados tanto delicados anjos Barrocos quanto duros entalhes à Rococó. Uma surpresa! Per la madonna!

Firenze - Julho/2010

Chiesa di Santa Maria Maggiore

Singela, vitrais em tons escuros, predominante o vermelho. Sensação de acolhimento, talvez resultado da luz tímida e difusa. O interior aparenta estar sempre na sombra. As paredes são inteiramente revestidas com pinturas chapadas, cores pastéis. Os afrescos e alegorias em tons cinza-pálido. O altar-mor não tem qualquer imagem, mas grandes e grossos tubos de imenso órgão em quase toda sua extensão. O lado externo não possui acabamento sofisticado; permaneceu nos tijolos. Tudo muito sóbrio, simples, beirando o recato. Uma emanente suavidade. Eppur si muove!

Firenze - Julho/2010

Chiesa San Miniato al Monte

Erguida no início do século XI sobre um dos pontos mais elevados da cidade, cercada por um bosque bem cuidado, apresenta estilo semelhante às "chiesas" de Siena: predomínio dos granitos verdes, negros e brancos. A cobertura, porém, surpreende pelo formato triangular característico dos monumentos gregos, embora seja uma construção românica. Intriga por que não foi utilizada a técnica baseada em arcos desenvolvida em Roma, bem mais compatível com o período de seu projeto. Ideologia? As sustentações são em colunas misto de jônico e românico encimadas por arcos para distribuir a demanda estrutural. Nas paredes laterais vêem-se pinturas onde as imagens são lisas e sem perspectiva, com predominância de cores pastéis, embora no altar principal o ouro apareça com generosidade. Os frisos nas paredes e suportes do altar-mor são formados de pequenos mosaicos que remetem aos desenhos dos azulejos portugueses. Essa composição cria ambiente de menor opulência. E tristeza. Dove ché la uscita?

Firenze - Julho/2010

Museo delll'Opera del Duomo

Arte sacra, riquissima, bem conservada e exposta de maneira singela. Parece que houve intenção de disfarçar a exuberância das pinturas, todas compostas com profusão de filetes e finissimos assoalhos de ouro. Esse arranjo, intencional ou não, confere ao conjunto ar de elegância e mistério. Não há sinais evidentes de arrogância na riqueza. Ao contrário, constrangimento ou timidez em expô-la. Já é alguma coisa. Grazie mille.

Siena - Julho/2010

Battistero di San Giovanni

Integra o conjunto da Cattedrale, dele, portanto, não diferindo. Chama a atenção o teto bem estruturado, em formato de cúpula, todo coberto de afrescos com predominância do azul profundo e dourado brilhante. Pure...

Siena - Julho/2910

Cattedrale Santa Maria della Scala

Impressiona a harmonia. Tanto os revestimentos externos quanto os internos possuem características semelhantes. O cuidado com os detalhes pode ser encontrado por toda parte. É o ponto forte. As colunas listradas em granito negro e branco refletem o desenho básico que permeia as instalações de grande porte. O piso da nave central é também obra de arte que não ficou relegada a plano inferior nem descuidada. Chega a ser constrangedor caminhar sobre ele; há meia dúzia de mosaicos que poderiam estar enriquecendo qualquer parede. Do lado externo, quebrando a monotonia do que poderia ser a imposição marcante da estética do negro e branco, encontram-se longos frisos de granito rosa pálido, adereços de extremo bom-gosto que personalizam o najestoso conjunto. Comme prima, anque píu bella.

Siena - Julho/2010

St Marks English Church

Pequena Capella Anglicana cujo interior apresenta teto composto unicamente pelos arcos que ligam as grossas colunas retangulares. As alegorias, símbolos e ícones, comuns em templos religiosos, são mínimos, quase ausentes. A pequena distância entre as colunas e a baixa altura do vão compreendido entre o piso e o teto cria ambiente de corredor e porão na nave principal, que tem ao fundo pequeno e singelo balcão à guisa de altar. A sensação inicial tangencia o desconforto mais que a paz e a intimidade talvez pretendida pelo projetista. Há uma beleza bruta e agressiva que não facilita nem a introspecção nem o recolhimento nem a reflexão. Isso, mais que outros detalhes, a diferencia das demais "chiesas" de Firenze. Cosa facciamo?

Firenze - Julho/2010

Viagens - Buenos Aires - 2011

Buenos Aires

Sol a pino! Muito calor. Nenhuma dor. Acho que fiquei livre de mais uma pedra em meu caminho. Pior do que ela mesma era sua constante ameaça. Lembrei-me de Sun Tzu: a perspectiva do ataque é mais danoso que a própria guerra. A agonia da ameaça acabou. Dessa. Pelo menos por enquanto! Todavia.

27/12/2010 - Segunda-feira

Nos anos 40 e 50 Buenos Aires era uma metrópole esplêndida. Nota-se pela riqueza que transcende das magníficas construções no centro da cidade. Florida, Maipu, Belgrano, San Martin, Mayo, Corrientes. Calles onde o bom gosto arquitetônico remete ao fausto do Velho Continente. Razão suficiente para o orgulho visível dos portenhos. Eles merecem. Que venga Gardel!

28/12/2010 - Terça-feira

Na manhã ensolarada travessia do Rio dela Plata, verdadeiro mar de água doce. No confortável Buquebus para Colônia del Sacramento, Uruguay, o clima era de festa. No pier, tour pelas ruínas da Plaza de Toros. O Centro Histórico lembra Trancoso. A modesta igreja principal pobre, como de resto a cidade que parece começar a ressurgir nas construções das casas de praia recém-inauguradas e nas restaurações em andamento. O altar coberto de ouro falso, o piso machetado falso. De volta ao embarcadouro, no táxi a surpresa pela nota falsa de 50 pesos. A fome e o constrangimento verdadeiros. Pero non mucho.

29/12/2010 - Quarta-feira

Mañana en Madero. De nuevo. Felizmente. Después um pulo até Recoleta. Convivendo com os muros encardidos do cemitério de famosos, las tiendas de grife, as artes do design, os bares charmosos. Después, o taxista simpático, a tarde preguiçosa e bela. Direción? Mi Puerto Madero.

30/12/2010 - Quinta-feira

Santelmo. Lugar para turistas desavisados ou de primeira viagem. Nada especial. Tiendas de antiguidades que elas mesmo fazem por merecer o próprio nome. Casas de comidas típicas iguais a de qualquer canto: simples e servidas sem cuidados. Resta aguardar el nuevo año una vez más. Mujer, que quieres comigo hablar? Milongas.

31/12/2010 - Sexta-feira

Puerto Madero em tarde muy hermosa. Quase deserto. Brisa generosa soprando em todas direções, céu azul-claro sem nuvens, sol brilhante, mente limpa, coração em paz. Não há preparação visível para os festejos de Ano Novo. A cidade está calma, tranquila e sem agitação. Final de ano comme il fault. Gracias.

01/01/2011 - Sábado

Manhã linda, céu limpo e transparente. Caminhada por Madero mirando para o nada. Después, Palermo. Contraste: Palermo Viejo não é mais o que já fôra. Praça descuidada, ruas vazias e tristeza pairando em cada esquina. Nem turistas se arriscam visitá-lo neste início de tarde esplendorosa do Domingo inaugural de 2011. Adonde estás ahora mi Buenos Aires querida? Só a encontro em Madero? À noite, serenidade para aguardar com paciência a hora da partida ao som de Vivaldi. Poderia haver algo mejor? La noche que mi quieras...

02/01/2011 - Domingo

Dia de retornar. Uma das vantagens das viagens é o prazer da volta para casa. Sensação de alegria maior que a vinda, pois que isenta da ansiedade pelo desconhecido. Prazer garantido. Sem sobressaltos. Doce ilusão. Em São Paulo o desconforto não previsto: vôo cancelado, passageiros agitados, tripulação assustada. Chuva, táxi, hotel na madrugada, noite/madrugada não dormida. Pela manhã, quando já deveria estar acordando em meu travesseiro, tornei rumo ao aeroporto para nova tentativa de embarque. Já estou necessitando de uma semana em Buenos Aires para eliminar o estresse que havia ido embora. Hasta la vista!

03/01/2011 - Segunda-feira

Querida e hermosa ciudad de Belo Horizonte! Buenos días!

Viagens - Cancún 4 - 2010

Mayakoba

Mirar
O mar
Amar

Sentir
Ouvir
Sorrir

Falar
Gostar
Calar

Vagar
Deixar
Voar

A cor
Decór
Do amor

Querer
O ser
Prender

01/Dezembro/2010

Viagens - Cancún 3 - 2010

COP16

1 - O clima é de esperança contida. Quando comparada com a COP15, de Copenhague, Cancun perde de longe na frequência: estima-se que aqui estão 10 mil participantes; na Dinamarca foram 35 mil! Porém não há desânimo nem frustração aparente. A impressão é que Cancun tem mais protagonistas verdadeiramente interessados no tema e menos atores buscando palco. É o que dizem alguns decanos. Ou seja: mais seriedade. Certamente há uma natural "decantação" que é positiva na medida em que reduz as "papiatagens" de ocasião.

2 - A mídia fala em fracasso. Não entendo que haja sintoma de fracasso se considerarmos alguns contextos. Há renovação de lideranças políticas em vários países, dentre eles o Brasil. Por outro lado, a situação econômica difícil por que passam vários países ricos os tornam reféns de ortodoxias econômicas e reticentes quanto a quaisquer mudanças. E a questão do clima - não há como negar isso - envolve políticas de redução de agentes poluidores e, também, a produtividade das indústrias, além de exigir altos investimentos nos processos e controles mais sofisticados e rigorosos, a substituição ou mesmo eliminação do uso de matérias primas tradicionais. O tema por sí mesmo é polêmico e não há consenso quanto ao que fazer e, principalmente, quando. Uma jornada que se prenuncia longa, mas "irretornável". Afinal, convenhamos, a humanidade levou séculos para poluir; poluição que trouxe progressos materiais e mais conforto, saúde e bem-estar. Chaminés soltando fumaças foram durante anos sinônimo de desenvolvimento, desejadas, disputadas e muito bem recebidas pelas comunidades. Mudar essa percepção, esse modelo, é tarefa para alguns bons anos. Querer resultados substanciais imediatos beira a utopia. É preciso mais que paciência para corrigir os danos. É preciso estabelecer primeiramente compromissos para parar de destruir e, depois, reparar os estragos. Daí que falar em fracasso, nesse momento, está fora do tempo.

3 - É estimulante ver toda a humanidade - são quase 200 países -, num mesmo local e em paz, discutindo alternativas para mudanças que serão mandatórias algum dia. O trabalho principal, imagino eu, é desbastar das propostas o que realmente pode ser feito; separar desejo de possibilidade, realidade da imaginação. E desarticular as manobras e armadilhas daqueles que desejam trazer para as discussões argumentos direcionados inteiramente a oportunidades de negócios próprios e específicos. Exemplo: a indústria de alimentos sem uso de defensivos ou modificadores genéticos. É viável ou alternativa comercial oportunista? Não foi uma conquista da humanidade a melhoria conseguida na produção e conservação de alimentos? São os países pobres, ou em desenvolvimento, os que menos poluem. E os que mais sofrem. A agressão avassaladora, perniciosa, mortal, parte dos integrantes do G8 ou de empresas deles oriundas. O grande desafio é encontrar o meio de alavancar a economia a partir de novos métodos e processos que a um só tempo preservem a riqueza construída e alterem o sistema produtivo usando recursos naturais sem abusos; modifique, transforme, mas não destrua. E não esquecer que a maior poluição é a pobreza, a miséria.

4 - Talvez seja o momento de considerar meio-ambiente direitos humanos, como propôs o Presidente do México no discurso de abertura. A COP16 não é um caminho, pois sem ela a discussão se esgotaria. E não haveria a COP17, na África do Sul. Quando todos se encontram ao redor de uma mesa, discutindo formas de alcançar e não mais rumos, certamente o bom resultado virá. A COP 16, insisto, não é um fracasso, mesmo porque conta com minha augusta, relevante e modesta presença.

30/Novembro/2010

Viagens - Cancún 2 - 2010

COP16

O clima é nitidamente de boa vontade. Tempo de gentilezas. Duzentos países. Amarelos, brancos, índios, negros (êpa! afrodescendentes!). Não importa, agora somos todos verdes. Várias tribos: coloridas, pálidas, próximas, distantes. Vestes extravagantes, singelas; nem de longe sofisticação. Algazarra. Sons estranhos no ambiente sem regras, régua e compasso, como numa orquestra afinando instrumentos simultâneamente antes de iniciar o espetáculo. Os léxicos se encontram numa Babel de palavras, expressões e gestos buscando linguagem comum. Planta-se semente para mudar a lógica do desenvolvimento econômico. Nesse mosaico de seres, cores e idéias construímos nossa esperança de salvação. Enfim, descobrimos que estamos todos na mesma arca..., não é? Em Cancún a fauna aflora!

29/11/2010